quarta-feira, 12 de julho de 2017

Jamil Cury afirma que "Mexer na LDBEN é abrir o campo para novos retrocessos".

Vídeo com a Aula Inaugural da Faculdade de Educação da UFRGS, com a fala do professor Carlos Roberto Jamil Cury, sobre o histórico, impasses e perspectivas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDBEN).  Ele afirma que "Mexer na LDBEN é abrir o campo para novos retrocessos".




A afirmação do professor Cury, vem alicerçada por acontecimentos históricos onde o processo de tramitação, construção e reconstrução da LDB caracterizam-se como lento, difícil e complexo. Já confirmado e muito bem colocado pelo professor, a educação é um “campo de disputa”.

Tivemos vários momentos de conquistas, de direitos, para chegarmos ao objetivo de  uma educação “teoricamente” cidadã, democrática e laica.

Certamente neste contexto, mexer com a LDB é um retrocesso a todo este processo de construção. Vivemos um momento de asfixia, nas palavra do reitor da UFRGS prof. Rui Vicente Oppermann, nas quais afirma que “a política muitas vezes asfixia  na medida que reduz orçamentos, [...], de conquistas como o PIBID, as Licenciaturas , a ed. do campo”.  

E com isto põem em risco nossa ação democrática na gestão educacional.

A MP viabiliza esta condição que é muito semelhante ao do século XIX, onde a escola secundária era destinada a elite burguesa, e a técnica voltada a formação de mão de obra trabalhadora da indústria e/ou comércio. Logo, com esta reforma estamos a caminho de um ensino médio extremamente elitista. 

GESTÃO DEMOCRÁTICA

INSTÂNCIAS COLEGIADAS: ESPAÇOS DE PARTICIPAÇÃO NA GESTÃO DEMOCRÁTICA


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As instâncias colegiadas podem ser entendidas como espaços utilizados para o exercício da democracia representadas por pais, discentes, docentes e comunidade, amparados especialmente pelo que determina a o inciso IV do art. 206 da Constituição Federal promulgada em dezembro de 1988: "a gestão democrática na forma de Lei". Logo, espaços de diversas representações onde as decisões são apontadas de forma coletiva, repeitando as diferentes experiências. 


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  • Conselho Escolar (CE): Conforme GALINA E CARBELLO: "É um órgão colegiado, representativo da Comunidade Escolar, de natureza deliberativa, consultiva, avaliativa e fiscalizadora. Ele dá pareceres referentes ao trabalho de organização e realização do trabalho pedagógico e administrativo da instituição escolar, em conformidade com as políticas e diretrizes educacionais da SEED, observando a Constituição, a LDB, o ECA, o Projeto Político-pedagógico e o Regimento Escola/Colégio , para o cumprimento da função social e específica da escola (Estatuto do Conselho Escolar, 2005)." (p. 12)
Portanto, é o órgão máximo de gestão escolar, sendo atribuído a este discutir o Regimento Escolar, PPP e o  Plano de Ação da instituição.

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  • APMF – Associação de Pais, Mestres e Funcionários. De acordo com GALINA E CARBELLO: "A APMF, pessoa jurídica de direito privado, é um órgão de representação dos Pais, Mestres e Funcionários do Estabelecimento de Ensino, que não tem caráter político-partidário, religioso, racial, nem fins lucrativos. Seus dirigentes e conselheiros não são remunerados, são constituídos por prazo indeterminado e devem obedecer ao objetivo de promover a integração escola-comunidade (Estatuto da APMF, 2003)" (p.14)
Cabe-nos, portantoto lembrar que todas as decisões tomadas em reuniões por esse colegiado, sejam estas de ordem administrativa e/ou pedagógicas , deverão ser amplamente debatidas pois estas decisões influenciarão no processo de ensino aprendizagem de nossos educandos. 

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  • Conselho de Classe. Segundo GALINA E CARBELLO: "O Conselho de classe é um colegiado de natureza consultiva e deliberativa em assuntos didático–pedagógicos e seus objetivos são: avaliar a apropriação pelos alunos dos conteúdos curriculares estabelecidos no Projeto Político Pedagógico da Escola; refletir sobre a relação professor/aluno e analisar a prática pedagógica, buscando alternativas que garantam a efetivação do processo ensino aprendizagem." (p. 17)
O Concelho de Classe é a reunião entre especialistas no processo de ensino-aprendizagem, onde se discute o desempenho dos alunos e professores, analisa-se as práticas pedagógicas e traça-se metas coletivas ou individuais para solucionar ou amenizar problemas decorrentes do processo ensino-aprendizagem, a fim de avalia-lo coletivamente.

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  • Grêmio Estudantil. Conforme GALINA E CARBELLO: "O Grêmio Estudantil é o órgão de representação do corpo discente da escola. Ele deve representar a vontade coletiva dos estudantes e promover a ampliação da democracia, desenvolvendo a consciência crítica." (p. 18) 
Portanto, é uma instancia colegiada e deliberativa sem fins lucrativos, na qual os estudantes se organizam sistematicamente, para defender seus direitos, assegurando a defesa dos seus interesses e das suas necessidades. 

REFERÊNCIA

GALINA, Irene de Fátima, CARBELLO; Sandra Regina Cassol. INSTÂNCIAS COLEGIADAS: ESPAÇOS DE PARTICIPAÇÃO NA GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA PÚBLICA  Disponível em: <https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2022674/mod_resource/content/1/Espa%C3%A7os%20de%20Gest%C3%A3o%20Democr%C3%A1tica%20na%20Escola%20P%C3%BAblica.pdf.> Acesso em 12/07/2017.

sábado, 17 de junho de 2017

A fluidez do mundo líquido de Zygmunt Bauman




Em entrevista, o vídeo do sociólogo prof. Zygmunt Bauman,  disponibilizado em nossa primeira aula de ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO, traz reflexões que nos fazem pensar e repensar a velocidade dos tempos e dos fatos.
De fato, as informações, conceitos e experiências vividas no século XX já não são mais mesmas, 17 anos depois. 

Nas palavras de Baumann; 

"As instituições de ação coletiva, nosso sistema político, nosso sistema partidário, a forma de organizar a própria vida, as relações com as outras pessoas, todas essas formas aprendidas de sobrevivência no mundo não funcionam direito mais. Mas as novas formas, que substituiriam as antigas, ainda estão engatinhando. Não temos ainda uma visão de longo prazo, e nossas ações consistem principalmente em reagir às crises mais recentes, mas as crises também estão mudando. Elas também são líquidas, vêm e vão, uma é substituída por outra, as manchetes de hoje amanhã já caducam, e as próximas manchetes apagam as antigas da memória, portanto, desordem, desordem."

Os modelos até então existentes, já não contribuem eficazmente a realidade atual,  visto que as necessidades já não são as mesmas abrindo espaço para “novas  formas” de sobrevivência no mundo.
É neste percurso que a interdisciplina se apresenta, pensar em gestão da educação evidenciando as organizações dos sistemas de ensino, assim como as diferentes de articulação entre as instâncias que determinam as normas. 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

AS CONEXOES DE UMA REDE DE APRENDIZAGEM

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O seminário integrador deste semestre nos convida a intensificar o processo de aprender e ensinar, o conhecimento através das relações de trocas de saberes.

Alarcão, referindo-se ao que é ser-se reflexivo, cita que;

“Aceita-se o sujeito em formação, quer ele seja o professor ou o aluno, como pessoa que pensa, e dá-se-Ihe o direito de construir o seu saber. Valoriza-se a experiência como fonte de aprendizagem, a metacognição como processo de conhecer o próprio modo de conhecer e a metacomunicação como processo de avaliar a capacidade de interagir. Reconhece-se a capacidade de tomar em mãos a própria gestão da aprendizagem.” (1996, p. 3)

Neste sentido, para refletirmos precisamos adquirir a prática da leitura e da escrita e através da interação entre as trocas de opinião registradas no portfólio de aprendizagem, estabeleceremos conexões entre pensar, sentir, agir e interagir.
O Portfólio é o conjunto de registros de nossa caminhada acadêmica, no qual destacamos conhecimentos adquiridos, aprendizagens, curiosidades, conceitos, onde podemos explorar conhecimentos pretendidos, sendo que, através das informações ali contidas podemos ser avaliados e nos auto avaliar, quanto ao processo de aprendizagem.
Na ação de explorar nossas próprias escritas e os registros dos colegas, somos provocados a desenvolver um pensamento crítico e assim aprofundamos a reflexão sobre o próprio percurso de aprendizagem, e desta forma construímos uma rede de aprendizagem tanto no autoconhecimento de quem ensina como de quem aprende.

Referência:


ALARCÃO, Isabel (Org). Formação reflexiva de professores: estratégias de supervisão. Editora Porto, 1996. (Coleção CIDIne).

quarta-feira, 7 de junho de 2017

ATIVIDADE GRUPAL NA PSICOLOGIA DA VIDA ADULTA


Durante o período da disciplina desenvolvemos um trabalho em grupo, sendo formado a partir do interesse das participantes. O nosso grupo partiu da curiosidade sobre de que forma e como ocorre o desenvolvimento cognitivo na fase adulta.
O tema escolhido teve como sua principal influencia pelo menos de minha parte o artigo de REAL E PICETTI, que embora trate dos conceitos de aprendizagem amorosa e as relações de convivências na Escola, professores e alunos,  fomentou-me quando diz que: 

"[...]Ao tratarmos do conceito de aprendizagem, se, como vimos, Maturana nos faz pensar a aprendizagem como mudança estrutural na convivência e Michel Serres contribui com a importância do outramento, cabe perguntar-nos se em qualquer idade se aprende da mesma maneira?"

Ainda neste sentido, conforme Piaget (1972),

"[...] O desenvolvimento é um processo que se relaciona com a totalidade de estruturas do conhecimento. Já, a aprendizagem é provocada por situações, por um experimentador psicológico; ou por um professor, com referência a algum ponto didático; ou por uma situação externa."

Vimos que alguns fatores explicam o desenvolvimento,  mas quais seriam os aspectos neurológicos/biológicos da aprendizagem do adulto? 
Para melhor compreendermos as questões relacionadas a este tema,  achamos necessário entendermos de uma forma sucinta o funcionamento de nosso cérebro. E a partir dai buscamos referências que corroborem nossas escritas. 
O trabalho desenvolvido possibilitou a troca de conhecimentos bem como sua construção e reconstrução entre as integrantes do grupo, descompilando as ideias de forma compartilhada,  buscando elucidar e qualificar nossa escrita sobre o assunto. 

REFERENCIA

REAL, L. M. C. ; PICETTI, J. S. . Aprendizagem amorosa: transformações na convivência de aceitação do outro como legítimo outro Disponível em < https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1871651/mod_resource/content/1/riter-aprendizagem-amorosa2.pdf  > acesso no dia 07 de junho de 2017. 



PRIMEIRA AULA_PSICOLOGIA DA VIDA ADULTA



Iniciamos nossa PSICOLOGIA , com uma pergunta que veio a gerar muitas outras. O que você sempre quiz saber sobre a vida adulta mas nunca teve a oportunidade de pesquisar?
De fato, neste quesito, me transportei a curiosidades adormecidas, que possivelmente em algum momento iriam aflorar. Tenho 43 anos, e não vi o tempo passar, a vida adulta, penso que chegou cedo, cedo demais. E com ela diferentes responsabilidades sociais, novas conquistas e referencias que englobam  as etapas da vida adulta.
Nas leituras ofertadas pela disciplina, estas fases da vida, apoiadas por RABELLO E PASSOS, nos aponta a visão de ERIKSON, que criou alguns estágios denominado por ele de psicossociais, "onde ele descreveu algumas crises pelas quais o ego passa, ao longo do ciclo vital."
Crises do ego que o individuo ao vivenciar cada uma delas e conforme o conflito que ocorre, influenciaria para o próxima fase/estágio psicossociais. Sendo assim, o crescimento e desenvolvimento do sujeito estaria ligado ao contexto social de onde e como ocorre estas crises.
Segundo RABELLO E PASSOS, ERIKSON criou oito etapas/estágios para descrever as crises do ego, que correspondem a cada fase da vida do sujeito, são elas: 
  • Confiança Básica x Desconfiança Básica ( "fase da infância inicial, correspondendo ao estágio oral freudiano");
  • Autonomia x Vergonha e Dúvida ("fase eriksoniana, que corresponde ao estágio anal freudiano");
  • Iniciativa x Culpa ("que corresponde à fase fálica freudiana");
  • Diligência x Inferioridade ("que corresponde à fase de Latência");
  • Identidade x Confusão de Identidade ("crise de identidade.");
  • Intimidade x Isolamento ("Ao estabelecer uma identidade definitiva e bem fortalecida, o indivíduo estará pronto para uni-la à identidade de outra pessoa, sem se sentir ameaçado. ");
  • Generatividade x Estagnação ("Nesta fase, o indivíduo tem a preocupação com tudo o que pode ser gerado, desde filhos até idéias e produtos. Ele se dedica à geração e ao cuidado com o que gerou, o que é muito visível na transmissão dos valores sociais de pai para filho. ");  
  • Integridade x desespero ("tempo do ser humano refletir, rever sua vida, o que fez, o que deixou de fazer. ").  
Logo, a vida adulta se divide nas três ultimas fases citadas, que correspondem ao adulto jovem, adulto maduro (ou meia idade) e a velhice. 




REFERÊNCIA:

RABELLO, E.T. e PASSOS, J. S. Erikson e a teoria psicossocial do desenvolvimento. Disponível em <http://www.josesilveira.com/artigos/erikson.pdf> acesso no dia 07 de junho de 2017. 


segunda-feira, 8 de maio de 2017

"SER PROFESSOR REFLEXIVO"



Imagem disponível em: https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&ved=0ahUKEwiRkLn0g77TAhXCHZAKHQFRA94QjRwIBw&url=http%3A%2F%2F197.249.65.74%3A8080%2Fbiblioteca%2Fcommunity-list&psig=AFQjCNHa6Uomo2x8wF_zDkaECfI3j-5PfQ&ust=1493155356401896


Conforme a leitura do texto “Ser professor reflexivo", Alarcão defende que a reflexão;
“[...]baseia-se na vontade, no pensamento, em atitudes de questionamento e curiosidade, na busca da verdade e da justiça. Sendo um processo simultaneamente lógico e psicológico, combina a racionalidade da lógica investigativa com a irracionalidade inerente à intuição e à paixão do sujeito pensante; une cognição e afetividade num acto específico, próprio do ser humano.”(1996, p. 3)

Nesta concepção, “de acordo com  Freire (1996), a reflexão é o movimento realizado entre o fazer e o pensar, entre o pensar e o fazer, ou seja, no “pensar para o fazer” e no “pensar sobre o fazer”.
Portanto, ser professor e aluno reflexivo, é ser “sujeito em formação” , “como pessoa que pensa, e dá-se-lhe o direito de construir o seu saber”, um pesquisador e investigador, que realiza estratégias para construir e reconstruir suas ações.
A construção do Portfólio de Aprendizagens alia-se a esta reflexão, como um recurso metodológico no qual nos possibilita refletir nossas aprendizagens, fazendo-se necessária uma relação muito próxima entre as teorias abordadas e a prática docente. Reafirmando a pedagogia de FREIRE que, “reflexão crítica permanente deve constituir-se como orientação prioritária para a formação continuada dos professores que buscam a transformação por meio de sua prática educativa”. 

Referencias:

ALARCÃO, Isabel (Org). Formação reflexiva de professores: estratégias de supervisão. ( Ser professor reflexivo). Editora Porto, 1996. 
Extraído de ALARCÃO, i. (ORG.) - Formação reflexiva de professores – estratégias de supervisão. Editora Porto. Porto, Portugal, 1996

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.São Paulo: Paz e Terra, 1996.