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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

POLÍTICAS E GESTÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL: LIMITES E PERSPECTIVAS



DISPONÍVEL EM? http://www.uneb.br/conceicao-do-coite/dedc/files/2014/11/educacao_basica_2009-399x3001.jpg

Conforme DOURADO,
"Pensar a qualidade social da educação implica assegurar um processo pedagógico pautado pela eficiência, eficácia e efetividade social, de modo a contribuir com a melhoria da aprendizagem dos educandos, em articulação à melhoria das condições de vida e de formação da população. A busca por melhoria da qualidade da educação exige medidas não só no campo do ingresso e da permanência, mas requer ações que possam reverter a situação de baixa qualidade da aprendizagem na educação básica, o que pressupõe, por um lado, identificar os condicionantes da política de gestão e, por outro, refletir sobre a construção de estratégias de mudança do quadro atual. O conceito de qualidade, nessa perspectiva, não pode ser reduzido a rendimento escolar, nem tomado como referência para o estabelecimento de mero ranking entre as instituições de ensino. Assim, uma educação com qualidade social é caracterizada por um conjunto de fatores intra e extra-escolares que se referem às condições de vida dos alunos e de suas famílias, ao seu contexto social, cultural e econômico e à própria escola – professores, diretores, projeto pedagógico, recursos, instalações, estrutura organizacional, ambiente escolar e relações intersubjetivas no cotidiano escolar." (DOURADO, 2007)

No campo educacional esta qualidade pode ser entendida conforme vídeo ofertado, em sua amplitude o domínio do conjunto de conceitos, conteúdos e senso critico adequados para determinada idade. Envolve fatores intra e extra escolares, onde o intra escolar faz referência a relação estabelecida no espaço escolar entre docente e discente e o extra escolar que  relaciona-se ao fortalecimento da profissão docente e exercícios de práticas democráticas, entre outras, que deveriam ser constituído por processos de gestão,  participativas e atuantes.
Segundo Dourado, em um panorama geral, [...] a qualidade envolve enfrentamento da quantidade articulada a qualidade [...].
Tendo em vista que a organização escolar enquanto instituição social é parte constituinte e constitutiva da sociedade na qual está inserida.
A busca da qualidade garante e sugere a participação de toda a comunidade escolar, neste processo de autonomia pedagógico sendo um trabalho de construção e conquista. O instituído perante as leis não pode ser esquecido e tem que ser inovado, portanto o “projeto é envolvido com a formação continuada de professores, o que significa que temos que estar constantemente estudando”, logo envolve desafios, acesso, pensar educação infantil (no tocante infância que temos e o que queremos) e prover condições de permanência, na busca da articulação com a educação superior. 
Como atuo em uma escola privada, não possuímos nenhum programa que alicerçam estes fatores.

REFERÊNCIA

DOURADO, Luiz Fernandes, POLÍTICAS E GESTÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL: LIMITES E PERSPECTIVAS in  Educ. Soc., Campinas, vol. 28, n. 100 - Especial, p. 921-946, out. 2007.



SALTO PARA O FUTURO - ACERVO - Debate - Qualidade da educação: acesso e permanência http://tvescola.mec.gov.br/tve/video?idItem=5402

sexta-feira, 14 de julho de 2017

AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL_Instrumentos


DISPONÍVEL EM: https://youtu.be/KjsDGkW2nRU


Instrumentos 

Muito mais que meros formulários

"A observação e o registro permitem a avaliação contínua e processual. Por meio deles, docentes e coordenadores pedagógicos acompanham o que está sendo construído no dia a dia das turmas", aponta o livro O Trabalho do Professor na Educação Infantil (420 págs., Ed. Biruta, tel. 11/3081-5741, 59 reais), organizado por Zilma Ramos de Oliveira, coordenadora do Instituto Superior de Educação Vera Cruz (ISE Vera Cruz). Os dois instrumentos são os mais defendidos por estudiosos da área porque respeitam a individualidade dos pequenos, consideram o contexto em que eles estão inseridos e são realizados pelos adultos que mediam as ações. 


Com a observação, o educador tem a oportunidade de conhecer cada um, as reações, os hábitos alimentares, as brincadeiras preferidas e vários outros detalhes. Por isso, ela é uma grande aliada na avaliação dos bebês e colabora para que se compreenda a forma como se expressam mesmo antes de falar convencionalmente. 


O livro organizado por Zilma aponta três características fundamentais na observação. A primeira, o foco, pressupõe que se tenha um objeto de análise, que pode ser a criança, o grupo, uma situação ou uma atividade. A segunda, o objetivo, indica que é importante que ela aconteça para que se conheça melhor algum aspecto da aprendizagem. E a terceira, a continuidade, se explica pelo fato de que o desenvolvimento infantil não se esgota ou não está limitado a um episódio pontual. São elas que asseguram que esse instrumento não vai ser utilizado apenas para que o professor preencha formulários com sim e não, e que gere subsídios para repensar a ação educativa. 


A observação pode ser realizada de duas maneiras. Em uma delas, o olhar fica livre para notar o que está acontecendo naquele momento e a outra é mediada por uma pauta que, portanto, pressupõe uma antecipação e um planejamento. No Espaço da Vila, em São Paulo, as perguntas que orientam a análise das turmas até 3 anos são elaboradas coletivamente pela coordenação e a equipe docente(veja alguns modelos utilizados por lá). Durante uma situação de desafios motores, por exemplo, os professores ficam atentos a aspectos como se o bebê engatinha, mantém-se de pé com apoio e desloca-se apoiado na parede. 


Obviamente, a memória não é suficiente para guardar tantas informações. Por isso, temos de lançar mão dos registros. Eles são fundamentais para que o educador anote tudo o que lhe chama a atenção e o que os pequenos revelam. É importante que o coordenador instrua os docentes a anotar, de preferência, simultaneamente à observação, o nome da criança, a idade e os locais e os horários em que determinado fato aconteceu. Só assim, ao final de um período, ele conseguirá dar sentido para anotações diárias que podem, a princípio, lhe parecer desarticuladas. A organização dos registros, no entanto, pode ser feita de diversas maneiras. Um caderno em que cada folha seja reservada a um bebê é uma boa opção. 


"Eles representam a análise e a reconstituição da situação vivida pelo educador na interação com as crianças. Ao registrar o que observa, ele reflete sobre a evolução do seu próprio trabalho e sobre suas posturas pedagógicas", afirma Jussara Hoffmann, em seu livro. Além disso, segundo ela, um registro bem feito possibilita que se retome essas anotações e veja se as intervenções elaboradas com base nele surtiram algum efeito. 


O coordenador também precisa lembrar o grupo dos diferentes tipos de registro. Por exemplo, se o ano começa e o professor conhece pouco a turma, um bom instrumento para a análise é a ficha de adaptação, na qual se pode registrar preferências e reações que cada um manifesta no primeiro contato com uma situação nova. 


A documentação não é composta somente de material escrito. Fotos, vídeos, áudios e as produções nas múltiplas linguagens devem ser guardados e organizados. Silvana Augusto, coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá, em São Paulo, comenta, no livro O Trabalho do Professor na Educação Infantil, que uma gravação sobre tudo o que foi dito pelas crianças em uma roda de conversa colabora para observar como elas se comunicam e como as ideias sobre determinado tema vão se modificando. 


O vídeo, por sua vez, traz a ação com todas as variáveis que interferiram no desenvolvimento da atividade e permite que aquele momento seja visto várias vezes, captando percepções sobre os pequenos que não foram possíveis na observação direta. E a foto ajuda a refletir sobre a organização do espaço e sobre detalhes, como os gestos durante uma pintura ou desenho. Lembre que quando as imagens forem selecionadas para compor o relatório final, elas precisam estar acompanhadas da data em que a situação foi registrada e de um comentário (se não há o que falar, reflita se ela é realmente necessária). 


Para Marlene, do Mieib, esse processo precisa ter polifonia, ou seja, múltiplas vozes. "O olhar sobre a meninada é enriquecido quando, além do professor, outros adultos que acompanham suas aprendizagens são ouvidos", diz. Na Creche-Escola Paulo Rosas, em Recife, que atende crianças até 4 anos, duas vezes por semestre, os docentes e os auxiliares se reúnem para discutir o desenvolvimento de cada menino e menina. Em muitos desses encontros, participam outros funcionários, como a cozinheira que é envolvida na conversa sobre alimentação e a equipe de limpeza que contribui na discussão sobre o desfralde. "A troca de informações, que resulta em uma avaliação coletiva, amplia a reflexão sobre nossas ações", afirma a coordenadora pedagógica Marcela de Cássia Melo Figueiredo.

REFERÊNCIA

PADIAL, Karina. AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL_Instrumentos. Disponível em: <https://gestaoescolar.org.br/conteudo/74/avaliacao-na-educacao-infantil> Acesso em 14/julho/2017

COMO FUNCIONA O REGIME DE COLABORAÇÃO ENTRE O MEC, ESTADOS E MUNICÍPIOS?


DISPONÍVEL EM: https://youtu.be/uyxaSVL9xyI

O MEC, como órgão atuante no sistema nacional de ensino tem função de normatizar, fiscalizar, mobilizar e propor, entre outras, sobre as questões educacionais. Suas reuniões plenárias acontecem  semanalmente e tem   membros titulares e membros suplentes, ambos representantes da sociedade civil e comunidade educacional, que se pronunciam através de Resoluções, Pareceres e Judicações. No site http://pne.mec.gov.br/trabalhando-juntos/acoes-do-mec-no-seu-municipio , podemos nos interar de algumas ações do MEC realizadas com objetivo de “atingir as metas do PNE e de eliminação das desigualdades, históricas no país.” 


sábado, 17 de junho de 2017

A fluidez do mundo líquido de Zygmunt Bauman




Em entrevista, o vídeo do sociólogo prof. Zygmunt Bauman,  disponibilizado em nossa primeira aula de ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO, traz reflexões que nos fazem pensar e repensar a velocidade dos tempos e dos fatos.
De fato, as informações, conceitos e experiências vividas no século XX já não são mais mesmas, 17 anos depois. 

Nas palavras de Baumann; 

"As instituições de ação coletiva, nosso sistema político, nosso sistema partidário, a forma de organizar a própria vida, as relações com as outras pessoas, todas essas formas aprendidas de sobrevivência no mundo não funcionam direito mais. Mas as novas formas, que substituiriam as antigas, ainda estão engatinhando. Não temos ainda uma visão de longo prazo, e nossas ações consistem principalmente em reagir às crises mais recentes, mas as crises também estão mudando. Elas também são líquidas, vêm e vão, uma é substituída por outra, as manchetes de hoje amanhã já caducam, e as próximas manchetes apagam as antigas da memória, portanto, desordem, desordem."

Os modelos até então existentes, já não contribuem eficazmente a realidade atual,  visto que as necessidades já não são as mesmas abrindo espaço para “novas  formas” de sobrevivência no mundo.
É neste percurso que a interdisciplina se apresenta, pensar em gestão da educação evidenciando as organizações dos sistemas de ensino, assim como as diferentes de articulação entre as instâncias que determinam as normas.