terça-feira, 20 de novembro de 2018

Releitura da postagem “ORGANIZAÇÃO DO TEMPO”


            Logo no início do curso em 06 de outubro de 2015, realizei uma publicação disponível em < http://proflualves.blogspot.com/search/label/Semin%C3%A1rio%20Integrador%20II > cujo tema revela uma ferramenta que se bem utilizada facilitaria na organização de nosso tempo.
            Na verdade esta tabela nunca cheguei a utilizar, me faltou organização e disciplina.  No entanto, revendo minhas postagens, creio que este é o momento de colocar em prática, sendo que com o excesso de horas trabalhadas, a corrida natural que sempre ocorre no final de ano, o envolvimento na família, a organização da casa, e contudo colocar em dia nossos compromissos acadêmicos admito que de fato somente é possível alcançar com disciplina, organização e comprometimento para obter êxito no planejamento diário.

terça-feira, 16 de outubro de 2018





Chegamos ao início do eixo VIII, a pouco mais de um semestre para concluirmos nossa graduação. Chegou o momento de por em prática os conhecimentos e competências que o PEAD e a bagagem profissional nos têm proporcionado.
Este é o semestre do ESTAGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÒRIO, que embora já estejamos aproximados com a prática em campo, será neste momento, assumindo a docência que buscamos que passaremos a educar o olhar da observação. “Olhar que envolve ATENÇÃO e PRESENÇA.”(FREIRE, 1996).
Ver e ouvir buscando “sintonia com o ritmo o outro, do grupo, adequando em harmonia ao nosso” ((FREIRE, 1996).
Chegamos ao final do inicio de nosso caminhar, chegou o momento de observar, planejar e com permissão colocar em prática.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

As contribuições de Paulo Freire para a Alfabetização de Jovens e Adultos

disponível em: <https://youtu.be/zeFogTRJiOs>


A educação é dividida em tendências pedagógicas. No Brasil a divisão das práticas pedagógicas na historia da educação e na filosofia ocorre de duas formas, liberais e progressistas. Nas LIBERAIS temos as tendências tradicionais, renovadas, renovada não diretista e tecnicistas, nas PROGRESSISTAS temos as tendência  libertadoras, libertarias e crítico social dos conteudos.
Paulo Reglus Neves Freire , se enquadra na perspectiva de uma tendência libertadora, na qual objetiva um homem livre, liberto, o tornando autônomo e consciente de si no mundo.  Para Paulo Freire, a educação tem o papel fundamental de libertar o homem através da tomada de consciência dos alunos a partir da sua realidade sócio, histórico e cultural e torná-los autônomos   e conscientes do lugar que ocupam na sociedade. 

OS PRINCIPAIS INTEGRANTES DO MOVIMENTO ESCOLA NOVA



“Na virada do século XIX para o XX, encontramos um movimento educacional muito importante denominado de Escola Nova ou de Renovação Pedagógica. Este movimento uniu educadores de vários pontos da Europa e da América do Norte e, aos poucos, foi-se estendendo para muitos países de outros continentes."

Entre outros, os principais  integrantes do movimento da Escola Nova: John Dewey; Ovide Decroly;  Maria Montessori; Célestin Freinet, fizeram uma profunda crítica à escola tradicional, problematizaram o papel do educador, do educando, da organização do trabalho pedagógico e construíram um compromisso com a transformação da escola.

"Os escolanovistas procuraram criar formas de organização do ensino que tivessem as seguintes características: a globalização, o interesse imediato do aluno, a participação dos alunos e da comunidade, uma reorganização da didática e do espaço da sala de aula. Nestas experiências vamos encontrar vários tipos de caminhos como: as unidades didáticas, os centros de interesse e os projetos”.

JOHN DEWEY (1859 - 1952) , "filósofo norte-americano defendia a democracia nos campos institucionais e no interior das escolas, legitimando a liberdade de pensamento como instrumentos para a maturação emocional e intelectual das crianças". 

OVIDE DECROLY (1871-1932) “O médico e educador belga defendia a idéia de que as crianças apreendem o mundo com base em uma visão do todo.”

MARIA MONTESSORI (1870-1952),  Segundo a visão pedagógica da pesquisadora italiana, o potencial de aprender está em cada um de nós.
“Ela acreditava que a educação é uma conquista da criança, pois percebeu que já nascemos com a capacidade de ensinar a nós mesmos, se nos forem dadas as condições”, diz Talita de Oliveira Almeida, presidente da Associação Brasileira de Educação Montessoriana”

CÉLESTIN FREINET (1896- 1966) O educador francês desenvolveu atividades hoje comuns, como as aulas-passeio e o jornal de classe, e criou um projeto de escola popular, moderna e  democrática.


Referência:


BARBOSA, Maria Carmen Silveira. Trabalhando com projetos na Educação Infantil. In: XAVIER, Maria Luisa Merino & DALLA ZEN, Maria Isabel (orgs.). Planejamento em destaque: análises menos convencionais. 3ª edição. Porto Alegre: Mediação, 2003. p.65-66

FERRARI, M. John Dewey, o pensador que pôs a prática em foco Nova Escola, 2008 disponível em < https://novaescola.org.br/conteudo/1711/john-dewey-o-pensador-que-pos-a-pratica-em-foco  > Acesso em maio de 2018

FERRARI, M. Ovide Decroly, o primeiro a tratar o saber de forma única Nova Escola, 2008 disponível em < https://novaescola.org.br/conteudo/1851/ovide-decroly-o-primeiro-a-tratar-o-saber-de-forma-unica  > Acesso em maio de 2018

 

FERRARI, M. Maria Montessori, a médica que valorizou o aluno Nova Escola, 2008 disponível em < https://novaescola.org.br/conteudo/459/medica-valorizou-aluno  > Acesso em maio de 2018

 

FERRARI, M. Célestin Freinet, o mestre do trabalho e do bom senso Nova Escola, 2008 disponível em < https://novaescola.org.br/conteudo/1754/celestin-freinet-o-mestre-do-trabalho-e-do-bom-senso   > Acesso em maio de 2018

CONCEITUANDO INOVAÇÕES PEDAGÓGICA

Ao tomar a inovação como algo abstrato, perde-se a noção de que ela se realiza em um contexto histórico e social, porque é um processo humano. A inovação existe em determinado lugar, tempo e circunstância, como produto de uma ação humana sobre o ambiente ou meio social. (CUNHA, 2008, p. 23)

Embora, quando pensamos em inovação, direcionamos as idéias a novidades tecnológicas, o artigo revela experiências relatadas pelos professores de forma micro e macro nas diferentes compreensões de inovação e da natureza de cada uma delas. Sejam elas caracterizadas pela ruptura com a forma tradicional de ensinar e aprender, a gestão participativa, a reconfiguração dos saberes, a reorganização da relação teoria/prática, da inovação pedagógica que se manifesta pela perspectiva orgânica no processo de concepção, desenvolvimento e avaliação da experiência desenvolvida, a mediação, e o protagonismo.
Cabe registrar que os movimentos dos professores em direção às possibilidades inovadoras, na grande maioria dos casos estudados, têm origem em situações-problema, ou seja, partem de algum desconforto vivido pelos docentes no trato do conhecimento ou no sucesso da aprendizagem de seus alunos. (CUNHA, 2008, p. 28)

REFERÊNCIA


CUNHA, M. I.  Inovações pedagógicas: o desafio da reconfiguração de saberes na docência universitária, USP, São Paulo, 2008. Disponível em < http://porteiras.r.unipampa.edu.br/portais/cap/files/2010/10/maria_isabel_da_cunha_caderno_VI.pdf > acesso em junho de 2018.

terça-feira, 12 de junho de 2018

RELATO - EXERCITANDO A OBSERVAÇÃO


Minha sobrinha de apenas cinco anos foi visitar os avós na chácara onde moram, assim como ela, todos da família se reuniram para trocar ideias, novidades, abraçar os irmãos e saborear uma deliciosa feijoada. 
Esta época, é apropriada para estas refeições, estava frio, e chuvoso, ideal para manter aceso o fogo do fogão a lenha. 
Outono é a estação dos frutos, período ideal para colher bergamotas e laranjas, e assim o fizemos. Depois do almoço, louça lavada, fomos ao pomar. Enchemos algumas sacolinhas, inclusive minha sobrinha, que ao enchê-las mal conseguia carregá-las. Após a colheita, quando retornamos, Yasmim escreveu com um brilho nos olhos, seu nome na sacola que havia enchido separando desta forma as bergamotas e laranjas que colheu,  alegando que estas seriam para sua família.
Neste momento, lembrei-me das falas de Paulo Freire, que emocionado pela significação simbólica, percebida na expressão transmitida de seu aluno ao escrever e ler o nome de sua esposa que segundo ele sentiu naquele momento uma "espécie de alivio centenário". 
Conforme Freire, "A educação, qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática". 
Yasmin, repetiu este feito, independente do estadio de desenvolvimento que se encontra, colocou em prática a teoria do conhecimento adquirido na escola ou no convívio familiar, separando, e escrevendo o seu nome na sacolinha com os frutos que colheu. 

segunda-feira, 11 de junho de 2018

RELATO SOBRE DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM


O Mini Maternal IB ( 2 a 3 anos), no qual atuo como auxiliar no turno da manhã, é composto por doze alunos, sendo cinco meninas e oito meninos. Dentro de nossa rotina diária, reservamos um espaço na sala de aula para contação de histórias cantadas ou não.
A história cantada cujo nome “Caçar Ursinho, tem se repetido por muitas vezes em nossas rodas, a pedido das crianças, atendendo em sua totalidade os objetivos específicos da proposta, e oportunizando alguns campos de experiência como:  
·         O eu, o outro e o nós;
·         Corpo, gestos e movimento;
·         Escuta, fala, linguagem e pensamento.
Desta forma, percebendo o interesse dos alunos, empregamos a história cantada como aliada nas experiências de movimento corporal, imaginação, criação, construção, favorecendo a interação do eu com o outro visto que todos já possuem uma fala linguística.
Nesta atividade, assim como muita outras é possível perceber as diferenças do grupo. No geral todos participam, como citado anteriormente, eles pedem para cantar, no entanto o desenvolvimento da linguagem é bastante diferente entre eles. Temos alunos que claramente imitam expressões utilizadas por outros, outros comunicam se por holofrase, alguns já conseguem formar pequenas frases cometendo alguns erros processuais e a maioria já sabe o que gosta e o que quer fazer ou não.
Quanto às origens da imagem mental na imitação sensório motora, a investigação do autor, revela um processo em evolução da imitação (atividade imitativa), da interiorização da coordenação dos esquemas que são condições previas para a “constituição da função sinbólica, isto é, da capacidade do sujeito de diferenciar significantes e significados”. (Dongo Montoya, 2006, p. 123)

A linguagem, enquanto sistema de signos, implica significantes (gestos ou  palavras articuladas) que se reportam a objetos mediados por conceitos ou “pré-conceitos”, os quais se apóiam, sobretudo nas fases inicias, nas imagens mentais.
A aquisição da linguagem encontra-se, portanto, atrelada à constituição da capacidade humana de representar, isto é, de diferenciar significantes e significados, e por isso, ao exercício da função simbólica. (Dongo Montoya, 2006, p. 123)

Para Vygotsky citado por Silva (2010)

Neste período a criança percebe que cada coisa tem um nome, um signo, um significado. A curiosidade desperta e a criança desenvolve seu vocabulário. Desta forma, é no significado da palavra que o pensamento e a fala se unem em pensamento verbal. É no significado, então, que podemos encontrar as respostas às nossas questões sobre a relação entre o pensamento e a fala.

            Vygotsky, destaca que neste período de desenvolvimento da criança que ocorre com aproximadamente dois anos, é o momento pelo qual  pensamento e linguagem se unem para a formação da fala racional ou pensamento verbal.


Referências

Caçar Ursinho In Blog da Profe Suzana, Publicado em 31 de janeiro de 2010 Disponível em < http://suzilovison.blogspot.com.br/2010/01/cacar-ursinho.html> Acesso em maio 2018

DONGO MONTOYA, A. O. Pensamento e linguagem: percurso piagetiano de investigação. In: Psicologia em Estudo. Maringá, v. 11, n.1, p. 119-127, jan-abr. 2006.

SILVA, S. D. AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM  Publicado em 22 de July de 2010 Disponível em < https://www.webartigos.com/artigos/aquisicao-da-linguagem/43208 > Acesso em maio.2018