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segunda-feira, 11 de junho de 2018

RELATO SOBRE DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM


O Mini Maternal IB ( 2 a 3 anos), no qual atuo como auxiliar no turno da manhã, é composto por doze alunos, sendo cinco meninas e oito meninos. Dentro de nossa rotina diária, reservamos um espaço na sala de aula para contação de histórias cantadas ou não.
A história cantada cujo nome “Caçar Ursinho, tem se repetido por muitas vezes em nossas rodas, a pedido das crianças, atendendo em sua totalidade os objetivos específicos da proposta, e oportunizando alguns campos de experiência como:  
·         O eu, o outro e o nós;
·         Corpo, gestos e movimento;
·         Escuta, fala, linguagem e pensamento.
Desta forma, percebendo o interesse dos alunos, empregamos a história cantada como aliada nas experiências de movimento corporal, imaginação, criação, construção, favorecendo a interação do eu com o outro visto que todos já possuem uma fala linguística.
Nesta atividade, assim como muita outras é possível perceber as diferenças do grupo. No geral todos participam, como citado anteriormente, eles pedem para cantar, no entanto o desenvolvimento da linguagem é bastante diferente entre eles. Temos alunos que claramente imitam expressões utilizadas por outros, outros comunicam se por holofrase, alguns já conseguem formar pequenas frases cometendo alguns erros processuais e a maioria já sabe o que gosta e o que quer fazer ou não.
Quanto às origens da imagem mental na imitação sensório motora, a investigação do autor, revela um processo em evolução da imitação (atividade imitativa), da interiorização da coordenação dos esquemas que são condições previas para a “constituição da função sinbólica, isto é, da capacidade do sujeito de diferenciar significantes e significados”. (Dongo Montoya, 2006, p. 123)

A linguagem, enquanto sistema de signos, implica significantes (gestos ou  palavras articuladas) que se reportam a objetos mediados por conceitos ou “pré-conceitos”, os quais se apóiam, sobretudo nas fases inicias, nas imagens mentais.
A aquisição da linguagem encontra-se, portanto, atrelada à constituição da capacidade humana de representar, isto é, de diferenciar significantes e significados, e por isso, ao exercício da função simbólica. (Dongo Montoya, 2006, p. 123)

Para Vygotsky citado por Silva (2010)

Neste período a criança percebe que cada coisa tem um nome, um signo, um significado. A curiosidade desperta e a criança desenvolve seu vocabulário. Desta forma, é no significado da palavra que o pensamento e a fala se unem em pensamento verbal. É no significado, então, que podemos encontrar as respostas às nossas questões sobre a relação entre o pensamento e a fala.

            Vygotsky, destaca que neste período de desenvolvimento da criança que ocorre com aproximadamente dois anos, é o momento pelo qual  pensamento e linguagem se unem para a formação da fala racional ou pensamento verbal.


Referências

Caçar Ursinho In Blog da Profe Suzana, Publicado em 31 de janeiro de 2010 Disponível em < http://suzilovison.blogspot.com.br/2010/01/cacar-ursinho.html> Acesso em maio 2018

DONGO MONTOYA, A. O. Pensamento e linguagem: percurso piagetiano de investigação. In: Psicologia em Estudo. Maringá, v. 11, n.1, p. 119-127, jan-abr. 2006.

SILVA, S. D. AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM  Publicado em 22 de July de 2010 Disponível em < https://www.webartigos.com/artigos/aquisicao-da-linguagem/43208 > Acesso em maio.2018



quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Reflexão sobre aprendizagens relacionadas a Música na Escola

       
disponível em: http://img.sieuthi1900.com/upload/pro/2014-11/2014-11-13/Nhan-dan-mien-phi-van-chuyen-co-the-thao-roi-dan-tuong-truong-dao-tao-am-nhac-cho-piano-dan-piano-lop-hoc-mau-giao-trang-tri_1.jpg

        Aprendemos com a música, e agora percebemos e sabemos que com ela podemos melhor ensinar.
            Schmeling e Teixeira citam que:  

Quando nos encontramos diante de um grupo de estudantes, para a realização de atividades vocais, deparamo-nos com diversos timbres e formas de emissão vocal, seja por meio da voz falada ou da voz cantada. Essas diferentes maneiras de produzir sons com o instrumento vocal precisam ser levadas em conta, valorizando-se, em primeiro lugar, o significado do fazer músico-vocal, uma vez que ele envolve um complexo de relações e significados para os sujeitos envolvidos (Souza, 2000, p. 28). (2010, p. 76)


Outro dia li uma reportagem que dizia: “...as crianças são seres musicais...”, e gravei esta trecho na qual me fez refletir, pois, de fato, as crianças desde pequeninas brincam com a música e com suas melodias, despertando nelas varias ações e reações, que a acompanharam até a fase adulta.
Conforme Scmeling e Teixeira, a voz é um recurso acessível ao fazer musical porque todos levam consigo. Assim, a utilização da voz como instrumento de musicalização, na escola, torna-se uma opção relevante. (2010, p. 3)
A musicalidade é algo que nascemos, que faz parte de nossa existência, é o ato de fazer música através de vários sons, que  criamos e tocamos.
Nas palavras de Rubem Alves[1];

se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.[2]


            Para Scmeling e Teixeira segundo Mejía (2008, p. 241) “cantar supõe um ato afetivo e de expressão de estados de ânimo, implicações grupais, lúdicas e afetivas”. (2010, p. 13)
            Em meus dias, estes sons se concretizam, a música compõe minha realidade, com os pequenos, cantamos na chegada, com um doce bom dia aos colegas e professores, no decorrer da manhã com várias outras melodias, no horário do lanchinho, do almoço e por que não do soninho. No soninho um suave toque, em notas bem baixinhas para ninar nossos pequenos.

REFERÊNCIAS

SCHMELING, Agnes; TEIXEIRA, Lúcia. EXPLORANDO POSSIBILIDADES VOCAIS: DA FALA AO CANTO. Música na educação básica. Porto Alegre, v.2, n. 2, setembro de 2010.  



[1] Ver ALVES, Rubem A. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Rubem_Alves/ > Acesso em julho 2016

[2] Frases e Pensamentos Disponível em: < http://pensador.uol.com.br/autor/rubem_alves/> Acesso em julho 2016
  

sábado, 25 de junho de 2016

Brincar de Casinha... também




Este vídeo, narrado e cantado, retrata o imaginário, a fantasia, simbolizando algumas atividades da vida real. 
Segundo Piaget, o jogo, e principalmente o jogo simbólico, permite a transformação da realidade por assimilação às necessidades do ego e, deste ponto de vista desempenha um papel fundamental, porque proporciona à criança um meio de expressão própria e lhe permite, ademais, resolver por meio dele conflitos que se apresentam no mundo dos adultos.
O jogo simbólico aparece entre 2 a 6 anos, sendo no brincar de faz-de-conta, que a criança representa que esta trabalhando, cuidando da casa, fazendo compras, sendo papai, mamãe, médico, titia, avó, avô... É no jogo simbólico que a criança desenvolve a imaginação, permitindo desta forma a compreensão do mundo que o cerca

terça-feira, 14 de junho de 2016

REFLEXÕES APÓS DESENVOLVIMENTO PLANO DE AULA

ALECRIM DOURADO
CANTIGA POPULAR

Alecrim, Alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado
Alecrim, Alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado
Foi meu amor
Que me disse assim
Que a flor do campo é o alecrim
Foi meu amor
Que me disse assim
Que a flor do campo é o alecrim

O lúdico tão presente em nosso dias, são essenciais para o desenvolvimento das crianças, pois trazem benefícios nos aspectos físico, intelectual e social. Brincando, a criança desenvolve a identidade e a autonomia, assim como a capacidade de socialização, através da interação e experiências de regras perante a sociedade. 
Esta valorização da música, da literatura e do lúdico durante os processos de ensino significa considerá-los na perspectiva das crianças, sendo vivido na escola como algo espontâneo, permitindo-lhes sonhar, fantasiar, realizar desejos, vivendo sua infância.
Buscamos na música a contribuição para o poético, uma vez que ela se faz presente na vida de nossas crianças mesmo antes da alfabetização. A música faz parte de nossa rotina, percebemos que os alunos adoram, principalmente quando brincamos de roda ou assistimos a animação selecionada. 
A infância, é o período que pode ser considerado o mais importante para o futuro de cada indivíduo, sendo fundamental introduzir aos educandos hábitos de leitura, onde os poemas podem brincar com o aspecto sonoro das palavras, como rimas, ritmo cadenciado, repetição de palavras, podem brincar com o espaço da folha em branco, através de desenhos, podem tratar de sentimentos e vivencias da criança, podem usar o absurdo, o humor, o inesperado, podem se inspirar em composições folclóricas, parlendas, travalínguas, entre outros, contribuindo fortemente para o processo de ensino e aprendizagem.


quinta-feira, 19 de maio de 2016

PRODUZINDO SONS

Todas as segundas-feiras, nossas crianças tem vite minutos direcionados a aula de música.
Em nossa turma, a grande maioria participa, porém, percebo que alguns estranham, pois, a profissional que ministra as aulas não se faz presente em nosso dia a dia. Ela vem a escola uma vez por semana, o que dificulta esta relação entre eles, embora estejamos sempre reforçando que a professora de música virá para cantarmos juntos.
Nesta semana, além de escutarem, eles participarão com vários instrumentos confeccionados com material reciclado.


Tem tamborzinho de lata de leite e chocalhos de materiais diversos, feitos com garrafa pet, que produzem sons diferenciados. 
Em uma prévia, antes da aula, todos parecem bem a vontade. É garrafa no tambor, chocalho com chocalho, as varetas na garrafa, ficando evidente que eles estão amando todos estes sons. 

sábado, 14 de maio de 2016

A MÚSICA EM NOSSOS DIAS



Na  escola, em especial no maternal onde trabalho, fazemos da música uma constante. 
Percebemos que a música acalma, fazendo-se necessária em vários momentos. 
Cantamos na hora do lanche, do almoço, do soninho, e inclusive, montamos uma caixa que chamamos MÚSICA SURPRESA, com vários dedoches de personagens diversos. 
Quando pegamos a caixa, todos na sala sentam para escutar, cada personagem dali tirado, uma música é cantada. 
Ficamos um bom tempo cantarolando, e os alunos na grande maioria demonstram muito interesse. 
É impressionante a interação, concentração e o estímulo que o ato proporciona. 
A felicidade em nos ouvir fica evidente nos olhinhos brilhantes, alguns balbuciam algumas palavras, e reproduzem os gestos do que estamos fazendo. 
Sem dúvida a musica é um facilitador para o processo de aprendizagem.